Estamos em reta final de conclusão do Noar, o novo ícone que já transforma a paisagem do Cabral. Enquanto contamos os dias para a entrega das chaves, finalizamos os últimos detalhes da construção: dos acabamentos à chegada das plantas.
O paisagismo, assinado pelo renomado escritório Cardim Arquitetura Paisagística, traz ao prédio uma seleção de plantas nativas da Mata Atlântica, firmando nosso compromisso em criar empreendimentos que, de fato, promovam a melhora da vida na cidade.
Para tratar mais do assunto, conversamos com Ricardo Cardim, o premiado botânico e paisagista à frente do escritório. Confira a conversa abaixo.

Como as Florestas de Bolso, essa técnica mais natural de restauração ecológica da Mata Atlântica que você desenvolveu, contribui para a melhora da vida nas cidades?
A floresta de bolso é uma técnica que reproduz a dinâmica natural de crescimento e de regeneração da Mata Atlântica, e quando a gente traz essa técnica para o meio da cidade, ela se transforma em uma grande solução, principalmente às mudanças climáticas, porque pequenas florestas como essa, quando colocadas pulverizadas na cidade, têm o poder de regular e de trazer um clima mais resiliente às mudanças climáticas, mais ameno e melhor pra vida das pessoas.
Também diminui as enchentes, aumenta a umidade do ar, segura a poluição sonora, recicla os gases tóxicos, serve de abrigo para a fauna e, principalmente, melhora a saúde psicológica da população – daí, como os japoneses já sabem, o banho de floresta. Além de ela também ajudar na educação ambiental das crianças, fazendo o que elas se reconectem com uma das maiores riquezas do país, que é a Mata Atlântica, dentro da cidade.
Qual é o papel das incorporadoras na recuperação do verde nas cidades?
Eu acredito que cada vez mais temos incorporadoras trabalhando a sustentabilidade no paisagismo, então, hoje, a questão de você fazer não somente um paisagismo bonito mas um paisagismo que seja restaurativo e regenerativo tem sido muito importante para muitas empresas. Então a gente vê paisagismo hoje com plantas nativas, com o cultivo de alimentos, com florestas, ou seja, a gente está ajudando a tornar a cidade cada vez mais sustentável e resiliente às mudanças climáticas. Eu acredito muito no poder da iniciativa privada como agente de mudanças para melhorar as cidades no que tanto a gente precisa com relação ao meio ambiente.
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“Eu acredito muito no poder da iniciativa privada como agente de mudanças para melhorar as cidades no que tanto a gente precisa com relação ao meio ambiente.”
Quais elementos não podem faltar em um paisagismo pensado para as cidades do futuro?
As pessoas têm cada vez mais compreendido a questão do paisagismo sustentável, de um paisagismo nativo, com frutas nativas, com pássaros. O que a gente percebe é que esse paisagismo vende, ele gera atratividade comercial para os clientes, para os empreendedores, então ele torna o paisagismo não somente uma decoração ou um rodapé de prédio, mas um protagonista do empreendimento, e o nosso escritório, Cardim Arquitetura Paisagística, que é referência no paisagismo sustentável no Brasil, tem conseguido ótimos retornos dos clientes, dos empreendedores, com a esse tipo de paisagismo. Acreditamos que esse é o caminho do futuro: um paisagismo embasado em ciência, em restauração, na qualidade de vida e na saúde das pessoas.
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“Acreditamos que esse é o caminho do futuro: um paisagismo embasado em ciência, em restauração, na qualidade de vida e na saúde das pessoas.”
No Noar, nosso prédio em que você assina o projeto paisagístico, escolhemos utilizar apenas espécies nativas da Mata Atlântica. Que impacto isso tem em Curitiba e na vida dos moradores?
Curitiba é uma das poucas cidades verdes do Brasil, e eu acho que esse nosso projeto conversa diretamente com a questão do equilíbrio ecológico, da arborização eficiente, de trazer árvores grandes que vivem muitos anos de vida e que trazem muitos benefícios para todos, então é um paisagismo do século XXI, um paisagismo que ajuda Curitiba a continuar sendo a cidade verde que ela é reconhecida nacional e internacionalmente.
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